sábado, 6 de agosto de 2011

Dia dos mortos no México

O texto a seguir foi escrito por mim em 2002 para uma extensa pesquisa de produção de um documentário intitulado "O Dia dos mortos no México" também participei da pré produção e pós produção do mesmo. A pesquisa buscou entender como o dia dos mortos acontece na sociedade mexicana, quais suas origens e como até hoje é um importante ritual cultural dessa sociedade. 





História e as tradições Antigas

A festa que celebramos nos dias 1 e 2 de novembro tem origens pré-hispânicas. Em todas as culturas do México antigo (Maias, Olmecas, Astecas, etc...).
A morte ocupava um lugar muito importante. Os antigos mexicanos pensavam que o “espírito dos homens era imortal’ , que existia um lugar onde iam parar as almas dos mortos. Os Nahuas chamaram esse lugar de Mictlán.
Apesar da semelhança com a religião Cristã, existem diferenças importantes. Uma delas é que as almas chegam ao Mictlán, não importando como se comportaram durante o mundo material da vida. Não existia o conceito de bom e mal, não se tratava de prêmios e castigos. Todos os mortos eram iguais. Muitos deles se convertiam em Deuses de acordo com sua morte. Os guerreiros mortos em combate se convertiam em aves de plumagem coloridas, e tinham a missão de acompanhar o sol durante sua passagem diária, especialmente no amanhecer e no entardecer.
Os Astecas consideravam-se soldados do Sol e que os rituais contribuíam para fortalecer ao Sol-Tonatiuh no seu combate divino contra as estrelas, os símbolos do mal e da escuridão da noite. Ofereciam sacrifícios aos Deuses que retribuíam com a luz do dia e a chuva para crescer a vida nas colheitas.
Os principais Deuses reverenciados eram Quetzalcoatl, Deus da vida que governa a terra e o céu e Mictlantlecuihtl, Deus do submundo e que guarda os mortos. Nas imagens talhadas em pedras nos templos Astecas, eles aparecem perfilados dividindo a mesma espinha dorsal. À Primeira vista, eles parecem uma só forma. Duas formas distintas os definem. Um complementando o outro, os dois juntos formando o todo. Cada um justifica a existência do outro.
Os Astecas dividiam o tempo em séculos de 52 anos. Ao final de cada ciclo celebravam a “Atadura dos anos”. A festa do Dia dos Mortos era celebrada nas Antigas civilizações vinculada com o calendário Agrícola Pré-hispânico. Era comemorada na época da colheita. Seria como o primeiro período de fartura, o primeiro banquete, depois da escassez dos meses anteriores. Os rituais anteriores à época do plantio eram iniciados com um período de Jejum, que chegava a durar mais de um mês em algumas regiões,, principalmente mais ao norte do México, onde viviam os povos Maias. Os rituais de pré-plantio eram sempre concluídos com Sacrifícios em massa para brindar aos deuses da Natureza. O Sacrifício era aceito não como um propósito pessoal, mas um bem coletivo, à continuidade da criação, para a saúde da Natureza.
Os sacrifícios geralmente eram feitos com muita crueldade, os Astecas são considerados o povo mais cruel de toda antigüidade, seguidos de perto pelos Maias. Decapitações, morte de animais e virgens são os sacrifícios mais utilizados. A parte do corpo dos sacrificados oferecida aos deuses era quase sempre o coração e o sangue derramado servia como ornamento nos altares dos rituais, que aconteciam geralmente em altares dentro de cavernas naturais. Talvez por conta de tantos sacrifícios, os povos do México tiveram que se acostumar com a morte com uma extensão natural da vida. Mesmo depois da colonização espanhola no século XVI, onde as tradições foram ‘domesticadas’ pelas missões Cristãs.
Os antigos mexicanos enterravam os mortos como múmias envoltas em ataduras de tecido e numa espécie de sarcófago chamado ‘Petate’. Lá colocavam comida e utensílios para a sua viagem pelo Chignahuapan, que significa na língua Nahua “Sobre nove rios”. Este lugar seria como um purgatório e era passagem obrigatória para chegar ao Mictlán. . Porém a viagem a Mictlán era perigosa. Os mortos tinham que atravessar um rio muito fundo, escalar montanhas, lutar com feras selvagens, etc.Por isso quando uma pessoa era enterrada com oferendas, geralmente eram Facas feitas de pedra Obsidiana, comida e bebida suficiente para a viagem, um cachorro que os acompanhava e se o morto era uma pessoa importante, o enterravam com alguns serventes sacrificados para a ocasião do enterro da personalidade.
Durante a colonização, os missionários cristãos trataram de erradicar estes costumes, mas apenas o que conseguiram foi modificá-lo. Fizeram com que a tradição coincidisse com a festa cristã dos mortos do dia “de todos os santos”. Festa que apesar de ser Cristã tem origem Celta. Porém a coincidência, dos indígenas permaneceu os restos de sua tradição original, o ideal da morte como extenção da vida e todos os rituais como veremos a seguir.


As tradições da festa atualmente

A celebração atual conserva o conceito de que os mortos não morrem, apenas que somente foram viver suas vidas do outro lado e podem voltar pelo mesmo caminho que fizeram se tiver comida suficiente para agüentar a jornada. Por isso as oferendas são colocadas nas casas no dia dos mortos. É uma forma de estimular os seus entes queridos de visitá-los de vez em quando. Esta é uma idéia que contrapõe a idéia universal de que os mortos assustam. As pessoas que amamos jamais poderiam nos fazer mal e a melhor maneira de lembrar delas é as convidando a comer o que elas mais gostavam. E isso só acontece no México.
As atividades do dia dos Mortos duram alguns dias. Iniciam oficialmente na noite do dia 31 de Outubro quando as almas dos “Angelitos” começam a chegar. No dia 1o de novembro os adultos falecidos vêm durante o dia , mas principalmente ao meio dia, horário do almoço do dia de todos os santos( dia 1o). As crianças mortas sempre chegam antes dos adultos por conta de suas almas mais puras e leves. Em algumas localidades, no dia 1o de novembro são lembradas as crianças falecidas, chamadas de “Angelitos”(Anjinhos). Os que faleceram na idade adulta são relembrados no dia 2 de novembro. As crianças e adultos que foram batizados se vão à meia noite daquele dia primeiro.
Os mexicanos acreditam que as almas retornam com suas personalidades iguais de quando eram vivos, por isso seus gostos continuam os mesmo e são satisfeitos nas oferendas e as suas respectivas “calaveras” estarão sempre vestidas representando a profissão que o falecido teve em vida ou com acessórios que tornem a “Calavera” parecida com o morto.
No México contemporâneo, a morte é como um espelho que reflete a forma que vivemos e nosso arrependimento. A morte é uma fase de um ciclo infinito.
A festa tem o propósito de preparar a crianças e os adultos com a idéia da morte, para que a aceite como parte inevitável da existência humana.


Tradição e Economia

Da Segunda metade do mês de outubro até a metade de Novembro, lojas por todo o México estão repletas de produtos para o dia dos mortos. Diferentes tipos de esqueletos e outros brinquedos macabros, pacotes de papel picados, coroas e cruzes elaboradas e decoradas com papel e flores, velas, lamparinas, flores frescas principalmente calêndulas e crista de galo.
Entre os comestíveis temos as caveiras, caixões feitos de açúcar, chocolate e sementes de amaranto. Pães especiais, pães enrolados de açúcar chamados ‘Pão do Morto’. Os pães existem em vários tamanhos e a massa é moldada em diversos formatos como ossos, almas e figuras relacionadas à morte. Os comestíveis são vendidos especialmente para as oferendas e para os familiares se presentearem.
Os cemitérios e as ruas também transformam-se em grandes mercados. Comerciantes ambulantes tomam todos os espaços procurando vender todo tipo de comida típica da festa , souvenirs, Flores, Brinquedos artesanais, produtos mexicanos para turistas, enfim tudo o que pode-se vender em dias que o povo está nas ruas.
Atualmente as mais importantes cerimônias e que conservaram muitas das tradições dos antigos povos são dos Índios Purépechas do famoso Lago Patzcuaro, especialmente na ilha de Janitzio. Outras festas importantes são dos povoados do Istmo de Tehuantepec, Oaxaca e Cuetzalan Puebla. Isso considerando que na capital Cidade do México a influência do Helloween norte-americano já pode ser percebida no comércio local.
Essa influência do Helloween trouxe ao comércio produtos como grandes abóboras, fantasias de bruxa, vampiros e outros personagens macabros e máscaras de todos os tipos até de personalidades. Devo salientar que o Helloween é de origem Celta e adquiriu algumas influências de outras culturas inclusive dos antigos mexicanos.
O dia dos mortos começou mesmo a ter uma conotação mais comercial neste último século principalmente depois que Jose Guadalupe Posada (1852-1913) popularizou as “Calaveras” com produção em massa de gravuras Litográficas, posters e decorações que a cada ano tornavam-se mais habituais na vitrines das lojas. Usando de muita Sátira e humor negro, retratou personalidades sociais e políticas como “Calaveras”. As diferenças sociais e a crise econômica durante o governo ditatorial de Porfírio Diaz, fez com que Posada usasse principalmente os políticos como alvo de seu trabalho isso chamou a atenção do povo que consumiu e disseminou ainda mais a tradição das ‘Calaveras’. Seus impressos eram sempre acompanhados de versos ritmados e frases de efeito, que hoje são ditos populares sobre a morte usados em todo o mundo , inclusive no Brasil. Sua “calavera” mais conhecida e clássica até hoje é “La Catrina”, uma lady da alta sociedade mexicana , que viveu na virada do século e ficou marcada pelo seu chapéu de abas largas.


Os Rituais e Atividades

Entre as tradições e rituais da festa do Dia dos mortos talvez a mais interessante e marcante sejam os altares de oferendas aos mortos. O Museu Regional de Guadalajara geralmente faz uma mostra dos diferentes tipos de altares que encontrados pela área de Jalisco. Os altares mais bonitos também podem ser encontrados nas regiões de Tlaqupaque e Zapopan. Em Chapala e Ajijic encontraremos alguns altares temáticos.
Os altares preparados nas casas das famílias mexicanas podem variar de região para região mas basicamente tem que apresentar uma estrutura parecida. Usando caixas vazias de papelão empilhadas em forma de Pirâmides semelhantes aos templos Astecas de Teothuacan, o Altar é coberto sempre com uma toalha branca. Quatro velas são colocadas no topo da Pirâmide para representar os pontos Cardeais. Uma vela a mais é acesa para cada alma esperada. As velas representam fé e esperança e ardem por toda a noite do dia 31 e 1o iluminando o caminho das almas. É aceso também um incenso feito de Copal, uma resina de árvore, que sempre foi muito usado por lá desde os antigos povos.
Até o mais simples altar tem que ter os 3 elementos básicos: Água para que a alma mate a sede e para sua purificação , Sal para temperar os alimentos e também é usado na purificação e Pão que representa o alimento necessário para a sobrevivência.
A purificação e a Higiene pessoal da alma também tem grande importância. Os mexicanos acreditam que o morto vai querer estar belo para encontrar seus familiares. Uma bacia (lavatório), sabão, toalhas, espelho, escova de cabelo entre outros objetos, são colocados num canto do altar.
No segundo andar mais alto da pirâmide temos as “Calaveras”. Geralmente são três , representando a santa trindade. Não importando quantas almas são esperadas, pois esse número pode aumentar mas não diminuir. .
No altar também se colocam fotografias dos familiares e um candelabro para as velas para cada alma que se “espera para o Almoço”. A comida depende da região do país. Na Cidade do México, geralmente é Mole (guisado de carne bem temperado)ou Tamal (empanada de massa de farinha de maiz , também bem condimentada), doces típicos tequila, água fresca, cigarros e o que mais podem oferecer para agrada o visitante.
Acredita-se que se os vivos provarem os alimentos depois que as ‘visitas’ vieram, já não terão o mesmo gosto, pois o morto levou sua essência. Os defuntos chegam às casas no dia primeiro de novembro, exatamente ao passar do sol pelo meio dia, guiados por caminhos de pétalas de Cempasúchil. Para as crianças que já se foram, é colocado um pão doce especial, com açúcar pintado de rosa e brinquedos.
O hábito de usar o papel picado é uma origem Asteca também. O Papel picado é espalhado pelos altares, pelas ruas, formam imagens e têm a intenção primeira de enfeitar e colorir ainda mais essa festa. Cores diferentes são usadas de acordo com a intenção da comemoração. Papel Preto para as religiões pré-hispânicas, Púrpura para a dor e sofrimento, Rosa para a celebração e para divertir as crianças, Branco para a pureza e esperança, Amarelo e Laranja para as Calêndulas, o sol e a luz e o Vermelho para os Cristãos representando a cor do manto de Jesus.
As Flores também têm um lugar especial no altares. Representam a brevidade da vida. Servem para estilizar, decorar e dar significado a certos altares. Nos tempos dos Astecas a flor chamada Cempasúchil (Calêndula), era conhecida como a flor de 400 vidas. Por isso uma cruz de pétalas de Calêndulas hoje costumam formar uma cruz no chão em frente aos altares, para que ali os mortos possam se ajoelhar e expulsar suas culpas.
Itens pessoais também são colocados nos altares. Sempre bens materiais que o falecido mais gostava. Todo o tipo de coisa é possível de se encontrar desde roupas, brinquedos, livros, instrumentos musicais, etc.
As Famílias acreditam que as almas vão ao Panteão (Panteon), uma espécie de templo , na tarde de 2 de novembro. Nos cemitérios, principalmente no dia 2 que é o dia dos Mortos, os mexicanos fazem grandes festas. Os túmulos são adornados com papeis picados coloridos, Flores, e todo tipo de homenagem que vão desde respeitosas velas a todo tipo de souvenir e decoração típica da festa, seja ela respeitosa ou totalmente satírica. Os túmulos que foram limpos e arrumados nos dias anteriores, hoje servem de local para uma festa familiar que pode até assustar os turistas mais desavisados. Os mexicanos costumam levar cestas de Piquenique, Garrafas de Tequila para brindar os que partiram e até bandas de cantores Mariachis que cantam durante horas homenageando os mortos. Inclusive alguns grupos de cantores Mariachis percorrem as ruas das cidades e visitam algumas casas sempre cantando músicas típicas da festa com versos rimados satirizando a morte.
Sem restrição em todas as partes tem uma festa popular onde o mexicano se diverte com a morte. Os amigos se presenteiam com caveiras de açúcar com seus nomes escritos na frente, para recordar a todos que uma dia morrerão também.
Pelas ruas circulam os “enterritos”, isso acontece muito em Tláhuac, Xochimilco e muitos povos da região. Os enterritos são grupos de pessoas que carregam um pequeno caixão com uma caveira de papel e cartão que se levanta quando é puxado por uma cordinha. A intenção é assombrar e divertir os que por eles passam.
As crianças vão de casa em casa pedindo sua “caveirinha”, que originalmente consistia num pão de açúcar e doces, mas hoje pode significar dinheiro.
Em alguns povos como o de Naolinco, Veracruz e Mixquic em Xochimilco, existe o costume de visitar as oferendas. Ao entrar nas casas canta-se uma canção e o dono presenteia os cantores com Tamal e doces.

Frases e Ditos populares

A tradição de Jose Posada, que ousou criar frases de efeito junto a suas “Calaveras”, foi gerando uma série de Ditos populares que o povo mexicano foi criando ao longo dos anos e incorporando ao folclore e à cultura de seu país. Desde então costuma-se fazer versinhos satíricos anunciando a morte de políticos, amigos e parentes. Sempre exagerando os defeitos do referido. Em todos os periódicos de circulação nacional aparecem as caveiras junto a frases. É a Picardia mexicana aplicada à morte.
Algumas delas correram pelo mundo e foram incorporadas por outras culturas, principalmente de origem latina. No Brasil conhecemos muito bem algumas dessas polêmicas e cômicas frases que até então algumas pessoas podem não saber a origem.
Frases tradicionais usadas (ditos populares criados para a ocasião):
- Ao fim que para morrer nascemos.
- Ao vivo tudo lhe falta, ao morto tudo lhe sobra.
- Amigos até morrer, mas quanto a prestar nada tenho a dizer.
- Para minhas caveira deixa que eu tiro os dentes.
- A quem Deus quer para si, pouco tempo tem aqui.
- Ai morte, não me cerques, que estou tremendo de medo!
- Cansado de velar cadáveres e não puros mortos com cabeças de fósforos.
- Caindo o morto e soltando o pranto.
- Como já está morto, seja o que é a eternidade..
- Quando o pássaro Tecolote canta, o índio morre, não é certo porem acontece. 

- Quando estiveres morto ,todos dirão que você foi bom
- Ao diabo a morte, enquanto a vida nos dure.
- Daqui a cem anos, todos seremos pobres coitados.
- Onde se chora está o morto.
- O asno só na morte tem descanso.
- Ao morto a sepultura, ao vivo a travessura.
- O morto e o encostado fedem no terceiro dia.
- Era maior o defunto.
- Existem mortos que não fazem ruídos pois é maior o seu penar.
- A dó não mata, mas ajuda a morrer.
- Morto o cachorro, curou-se a raiva.
- Não é má a morte quando ela leva quem deve.
- Piolhos que morrem na Espanha, no México ressuscitam.
- Antes morto que atrasado.
- O morto se sente pesado somente quando o carregam.
- Erva ruim nunca morre, e se morre não faz falta.

Frases célebres relacionadas com a morte:
- Ciclo é a existência e fazemos mal quando ao querer a medir, fixamos a morte e o sepulcro com extremos.(Manuel Acuña)
  - A morte não é mais do que um acidente da vida universal, a imortalidade os homens inventaram para se consolarem do efêmero de suas vidas.(Dr. Atl)
- Os velórios são para os mexicanos, na realidade mais do que uma ocasião de se enfrentar um futuro inexorável, é a oportunidade de descansar, murmurar e se divertir.(Maria Elvira Bermudez)
- Frente à proximidade da morte, a necessidade de acuar se acrescenta. Morro a cada dia. Não há nada de novo nisso. (José Luis Cuevas)
- Porém, agora o que importa um ano a mais no tempo de um morto? Quisera morrer silenciosamente, sem deixar nenhum sinal, como morre um música, distante como um ouvido desatento.(Calos Diaz Dufoo Filho)
- Não tenho medo da morte porque ela é uma mulher.(Emilio Fernandez)
- Quanto mais erótico se é, mais se tem obsessão pela morte. Erotismo e morte vão sempre de mãos dadas. (Hugo Vega)
- Eu não tenho medo da morte, porém tenho medo ao modo como vou morrer. Quisera fazer como Dom Quixote, sensato e com a alma sossegada “. (Luiz Gonzalez Obregon)
- Aos grãos do trigo sepultados na terra morrerão, já que a morte é a indispensável condição para renascer.(Luis Maria Martinez)
- Morrer não é nada quando se morre pela pátria. (José Maria Morelos y Pavon )
- A morte é um ato infinitamente amoroso. ( José Revueltas)
- Mesmo que seja Jade se quebra, mesmo que seja ouro se rendem e até a plumagem de Quetzal(ave tropical de Guatemala) se desgarre: Não para sempre na terra! Só um breve tempo aqui! (Nezahualcoytl)
- Como uma pintura iremos nos borrando, como uma flor havemos de nos secar sobre a terra, tal qual roupagem de plumas do Quetzal, do Zacuan, do azulejo iremos perecendo.(Nezahualcoytl)
- Chorar teus mortos com um desconsolo tal que parece se não que é eterno. Quem não sabe que no México seguimos ao pé da letra o preceito bíblico de elogiar aos mortos? Aos vivos os elogiamos quando podem nos dar algo.(Amado Nervo)
- Até a morte tratamos os mexicanos como um melado, a envolvemos com uma Tamal nas melosas pétalas de Elote. Nos povos do México as pessoas se juntam para rezar 9 noites pela alma de um defunto.(Octavio Novaro)
- A morte é intransferível, como a vida. A diferença do mexicano é que perante a morte ele se nutre de sua indiferença perante a vida.(Octávio Paz) 

- Ido o Prazer, a morte a quem assusta?(Ignácio Ramirez)
- Teu cadáver vai te alcançar, não tenhas cuidado.(Jaime Sabines)
 - A vida é um passo à morte, nascemos para morrer. (Carlos Trouyet)
 - A morte é o instante em que a mariposa escapa da rede, no nosso corpo a alma está oculta e a morte que te permite ser. A vida e a morte não são dois pólos opostos, senão dois estados conexos entre os quais nem todos os contatos acabam.(José Vasconcelos)
- A morte toma sempre a forma alcova que nos contém.(Xavier Villaurrutia)



6)Vocabulário:
  Panteão – Templo de forma redonda que os antigos dedicavam aos deuses. Edifício sagrado onde se guardavam as cinzas dos mortos.
  Obsidiana – Rocha constituída de material vítreo vulcânico, de que se faziam instrumentos cortantes e espelhos.
  Nahuas – Antigo povo indígena da alta-planície, muito civilizada e teve muitos nomes: Tolteca, Chichimeca e Azteca. Nahua é também o nome do idioma desses povos.

Bibliografia e dados para pesquisa:

WILFRIDO, Du Solier; Ancient Mexican Costume, 1950.
HIGINO, Vásques Santana, El Carnaval (Monografias históricas y folkloricas mexicanas.
SÉJOURNÉ, Laurette; Pensamiento y religion en el Mexico Antiguo.
REDFIELD, Robert; Civilização e Cultura de Folk: estudos da variação cultural em Yucatan.
THOMPSON, John Eric; Historia y religion de los Mayas,1985.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Contexto sócio histórico - Leis de incentivo à cultura no Brasil


(Acabei de finalizar minha Iniciação Cientifica,  pesquisa intitulada: “Um projeto cultural e um cartaz: gênero e endereçamento analisados a partir de conceitos de Bakhtin” e um dos capítulos desenvolvidos,  e que ja apareceu aqui antes, fala sobre o assunto de interesse do meu Blog. Aproveito para expor esse capitulo finalizado e compartilhar com vcs. No final exponho a bibliografia completa usada na pesquisa... Um dia publicarei a pesquisa na internet, mas primeiro vamos a parte mais legal e interessante à todos... Aproveitem, usem, abuse, mas me citem... rs
Cap3. Contexto Sócio histórico: 
(trecho da pesquisa de Iniciação Científica no curso de Letras - USP,  produzida entre março de 2010 e julho de 2011)
No início dos anos 70, mas principalmente nos anos 80, com o final da ditadura e a redemocratização, o Brasil iniciou uma nova fase de desenvolvimento social e econômico, com a necessidade de desenvolvimento regional e ampliação de interesses do estado para as necessidades do povo. Uma das principais vertentes que impulsionava esse novo Brasil mostrou-se a partir das diversas entidades sem fins lucrativos, conhecidas como ONGs, que surgiram e se multiplicaram rapidamente por todo país.
 O fortalecimento da sociedade civil no Brasil começa no período de ditadura militar, na década de 1970, mesmo com as restrições impostas pelo Estado à participação e à liberdade de expressão dos cidadãos. Pequenas iniciativas foram sendo gestadas pela sociedade civil, buscando espaços para a manifestação e reivindicação, frente ao Estado autoritário. (MOTTER, 2006, p. 30).
O aparecimento de milhares de instituições por todo país gerou uma nova necessidade de investimentos, para que as instituições que realizavam trabalhos sociais em comunidades periféricas pudessem desenvolver projetos nas mais diversas áreas (TURINO, 2009, p.133). O novo setor econômico, o chamado Terceiro Setor, é responsável pelo desenvolvimento de ações sociais baseadas principalmente no recebimento de investimentos para projetos, muitos deles vinculados à cultura. A rápida expansão do Terceiro Setor trouxe ao Estado a necessidade de organizar a distribuição de investimentos, principalmente em relação a atividades ligadas à cultura. Uma das alternativas encontradas pelo governo federal foi a implantação de leis de incentivo à cultura que regulassem essa distribuição. “As leis de incentivo à cultura que foram criadas no Brasil espelham essa tentativa de criar um Terceiro Setor com nova roupagem, com Estado e Empresa Capitalista esboçando movimentos de parceria.” (COSTA, 2006, p.10)
É importante lembrar que durante o período da ditadura militar, entre os anos de 1964 e 1975, principalmente no período de vigência do cerco do AI-5 de 1968 a 1972, a cultura brasileira foi reduzida e censurada pelo governo.

Logo após o golpe, os militares desencadearam forte repressão aos setores da produção cultural que mantinham algum tipo de vínculo com os movimentos populares politicamente organizados como era o caso dos Centros Populares de Cultura, criados pela UNE. Com o AI-5 passaram a censurar e reprimir todo tipo de atividade cultural. (FRANCO, 1997, p.11)
De acordo com Franco, a intenção da ditadura era “calar a voz da sociedade (...) desejava estabelecer um verdadeiro ‘vazio cultural’, criando um estado de indiferença das massas” (FRANCO, 1997, p.13).  A dissolução da ditadura foi promovida com apoio de muitos artistas. A cultura brasileira parecia entrar numa nova época, onde artistas espalhados por todo país retornaram a produzir cultura de alguma maneira. O início de uma nova política cultural era uma necessidade básica no país. “Na década de 1980 em quase todos os países da América Latina, tem início um processo de democratização. Esse processo teve a participação das ONGs, que já faziam muitas reivindicações (...) (MOTTER, 2006, p. 30).
Outro ponto de grande relevância na construção de uma crescente economia cultural no Brasil foi a rápida expansão da indústria cinematográfica brasileira. Nos anos 70 o número de salas de cinema no país era ínfimo. “No período da ditadura diversas salas foram fechadas ou mesmo desativadas. (...) A partir de 2000 com o advento da Lei do Audiovisual houve uma retomada na produção de filmes de longa metragem.” (OLIVEIRA, 2007, p. 03) De acordo com a pesquisa realizada por Oliveira, em 1995, os investimentos deste setor não passavam dos 5 milhões de reais ao ano. Já em 2003, três anos após o advento da Lei do Audiovisual, o investimento anual em cinema já ultrapassava os 70 milhões de reais.
Inspirado por programas desenvolvidos em outros países, José Sarney criou em 1972 um projeto de lei, aprovado apenas em 1986 como a lei federal 7.505/86, que visava o incentivo de “conceder benefícios fiscais, na área do Imposto de Renda, a toda operação de caráter cultural ou artístico.” A Lei Sarney previa além do benefício a instituições sem fins lucrativos, também o incentivo a empresas produtoras de fins culturais e com fins lucrativos e para proponentes pessoa física (MACHADO NETO, 2004). O caráter democrático da lei instituída possibilitou a qualquer brasileiro nato desenvolver alguma forma de arte, apoiado com recursos financeiros geridos pelo Estado. Porém, em 1990, já na gestão de Fernando Collor de Melo, o Ministério da Economia pediu a revogação de diversas leis por suspeita de desvio de verbas, entre elas a Lei Sarney. O então presidente “não só cassou os incentivos fiscais, como também Fundos Públicos, deixando a classe cultural sem ter para onde correr” (OLIVIERI, 2006, p.83)
A Lei Sarney foi substituída em 1991 pela Lei 8.313/91, conhecida como Lei Rouanet ou Lei de incentivo federal à cultura. Desde então muito aconteceu na esfera cultural brasileira.
O grau de dificuldade dessas mudanças (socioculturais) pode ser medido pelos acertos e erros que as primeiras leis de incentivo promoveram, como falta de clareza em seus objetivos; parca fiscalização dos processos e falta de controle dos resultados; identificação dessas iniciativas com área de marketing das empresas, despreparo dos segmentos mais necessitados para os processos de captação de recursos e falta de informação a respeito de empresas e organizações sociais interessadas nessa parceria. (COSTA, 2006, p.10).
Anualmente centenas de projetos culturais são inscritos em mecanismos de leis de incentivo à cultura nos quatro cantos do país. A política cultural no Brasil, bem como o incentivo a novas possibilidades de viabilização da produção cultural, tem sido assunto de grande importância na construção social brasileira. De acordo com pesquisa realizada pelo Ministério da Cultura em 2008, calcula-se que em média doze mil novos projetos culturais candidatam-se ao certificado oferecido pelas leis de incentivo à cultura vigentes no país anualmente. Os dados informam que os investimentos, apenas com o mecanismo da lei Rouanet, evoluíram de 111 milhões de reais em 1996, para mais de 1,2 bilhões de reais em 2007.  Outra pesquisa realizada pelo Ministério da Cultura demonstrou que a cultura em 2003 era responsável por 9% em média dos gastos das famílias brasileiras, chegando a quase 14% em 2008, perdendo apenas para necessidades básicas como alimentação, transporte e moradia (IBGE, 2003).
 Aliado a esse panorama federal, temos os mecanismos das esferas governamentais menores, como as leis de incentivo à cultura estaduais e municipais. A cidade de Vitória (ES) foi pioneira na criação de uma lei de incentivo cultural em âmbitos municipais, seguida, meses depois, pela criação da lei municipal na cidade de São Paulo. Logo depois, no ano de 1992, o estado do Rio de Janeiro criou a primeira lei estadual de incentivo à cultura estadual. Até 2003, dezessete estados do Brasil contavam com lei de incentivo de âmbitos estaduais e municipais (OLIVIERI & NATALE, 2003, p. 72). Hoje, de acordo com dados do Ministério da Cultura, estima-se que vinte e quatro estados brasileiros já dispõem de algum tipo de mecanismo estadual de incentivo fiscal à cultura. Os números totais relativos aos municípios ainda é desconhecido, mas estima-se que todas as capitais estaduais já dispõem para a população algum tipo de lei de incentivo à cultura. 
Apenas no ano de 1996, o estado de São Paulo regulamentou a lei estadual de incentivo à cultura, a lei 8.819/94, também conhecida como LINC (Lei de Incentivo à Cultura). Porém no ano de 1999, a lei foi “engavetada” e nenhuma ação cultural pode utilizar seus benefícios. Até que, em 2006, após muitas manifestações e pedidos de artistas e diversas entidades ligadas à cultura, a regulamentação de uma nova lei estadual de incentivo à cultura aconteceu. O programa de incentivo à cultura do estado de São Paulo, o PAC (Programa de Ação Cultural), regulamentado pela lei 12.268/2006, foi chamado a partir do ano de 2007 de PROAC para que não houvesse coincidência com o programa de economia federal, homônimo, lançado pouco tempo depois. A nova lei paulista trouxe um caráter inovador às leis de incentivo à cultura em todo país por meio da informatização digital para a inscrição de projetos, proporcionando uma maior democratização de acesso de informações, com os trâmites via internet (RODRIGUES, 2002, p. 02).
Essa nova vertente econômica social de incentivo à cultura, além de gerar dezenas de novos postos de trabalho e implementar a cultura no Brasil com investimentos, trouxe também a necessidade de uma nova linguagem específica para o novo setor econômico que surgia.  A necessidade de um novo tipo de profissionais para o mercado cultural gerou a necessidade de qualificação acadêmica e técnica. Principalmente nos estados do sudeste e nordeste, diversos cursos livres, cursos de graduação e de pós- graduação surgiram nos últimos 10 anos refletindo a nova vertente social e econômica proporcionada pela multiplicação das leis de incentivo à cultura. Consequentemente surgiram também novas publicações, desenvolvidas para orientar e facilitar a criação e a gestão destes projetos culturais. Por este motivo achamos imprescindível uma pesquisa que buscasse entender a composição textual destes projetos culturais, como estes dialogam com a sociedade e com o público alvo a que se destinam. 
5 Referências Bibliográficas
BAKHTIN, Mikhail. “Gêneros do discurso”. IN: Estética da criação verbal. Trad. Paulo Bezerra. São Paulo: Martins Fontes, 2003[1952-53]. p. 261-308.
BAKHTIN, Mikhail/ VOLOCHINOV. Marxismo e filosofia da linguagem. Trad. do francês de Michel Laud e Yara Frateschi. 6 ed. São Paulo: Hucitec, 1992([1929). p.110-127.
BAKHTIN, Mikhail. O freudismo. São Paulo: Perspectiva, 2001[1928?].
BAKHTIN, Mikhail. Problemas da poética de Dostoiévski. 5ed. Trad. Paulo Bezerra. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2010[1963].
BAKHTIN, Mikhail. Questões de literatura e de estética. São Paulo: UNESP, 1993.
BARRAS, Bernard. “As várias concepções da cultura e seus efeitos sobre os processos de mediação cultural.” IN: Arte / educação como mediação cultural e social. BARBOSA, Ana Mae & COUTINHO, Rejane (Org.). São Paulo: UNESP (FEU), 2008. P. 23-52.
BARROS, Diana Pessoa de. Teoria semiótica do texto. São Paulo: Parma, 2005.
BRAIT, Beth. Bakhtin conceitos chave. São Paulo: Contexto, 2005.
BRAIT, Beth. Bakhtin, dialogismo e construção de sentido. 2 ed. Campinas: Ed. UNICAMP, 2005.
BRAIT, Beth. Bakhtin e o círculo. São Paulo: Contexto, 2009.
BRANDÃO, Helena Hathsue Nagamine. Introdução à análise do discurso. 2 ed. Campinas: Ed. UNICAMP, 2004.
COSTA, Maria. “Muito Além do Marketing Cultural: a produção artística cultural em tempos de crise”. IN: Gestão da comunicação: Terceiro setor, ONGs, responsabilidade social e novas formas de cidadania. COSTA, Maria Cristina Castilho (Org.). São Paulo: Atlas, 2006. p. 1 – 20.
CHARAUDEAU, Patrick & MAINGUENEAU, Dominique. Dicionário de análise do discurso. São Paulo: Contexto, 2004.
FARACO, Carlos Alberto. Linguagem e diálogo as idéias linguísticas do círculo de Bakhtin. São Paulo: Parábola Editorial, 2009.
FIORIN, José Luiz. Introdução ao pensamento de Bakhtin. São Paulo: Ática, 2006.
FRANCO, Roberto. Censura e modernização cultural a época da ditadura. São Paulo: Perspectivas, 1997
KAHN,  Charles. Sobre o verbo grego ser e o conceito de ser (Cadernos de Tradução 1, série Filosofia Antiga 1); org. Maura Iglésias, ed. Núcleo de Estudos de Filosofia Antiga, Departamento de Filosofia, PUC-Rio, 1997.
MIOTELLO, Valdemir. Dialogismo: olhares, vozes, lugares. São Carlos: Pedro & João Editores, 2009. P. 23-111.
MOLES, Abraham. O cartaz. Trad. do Inglês de Miriam Garcia Mendes. 2 ed. São Paulo: Perspectiva, 2005.
MOTTER, Maria. “Organizações não governamentais: espaço de construção e prática da cidadania”.  IN: Gestão da comunicação: Terceiro setor, ONGs, responsabilidade social e novas formas de cidadania. COSTA, Maria Cristina Castilho (Org.). São Paulo: Atlas, 2006. p. 21-38.
OLIVIERI, Cristiane.  “As leis de incentivo à cultura: uma visão crítica.” IN: Gestão da comunicação: Terceiro setor, ONGs, responsabilidade social e novas formas de cidadania. COSTA, Maria Cristina Castilho (Org.). São Paulo: Atlas, 2006. p. 82-91.
OLIVIEIRI, Cristiane. & NATALE, Marcos. Guia brasileiro de produção cultural. São Paulo: Zé do Livro, 2003.
PERELMAN, Chaim; OLBRECHTS-TYTECA, Lucie. Tratado da argumentação: a nova retórica. Trad. M.E.G.G. Pereira. São Paulo: Martins Fontes, 1996.
PONZIO, Augusto. A revolução bakhtiniana: o pensamento de Bakhtin e a ideologia contemporânea. (Trad. Valdemir Miotello) São Paulo: Contexto, 2008.
SOUZA, Geraldo. Introdução à teoria do enunciado concreto. São Paulo: Humanitas FFLCH –USP, 2002.
TEZZA, Cristovão. “A construção das vozes no romance”. IN: BRAIT, Beth. Bakhtin, dialogismo e construção de sentido. 2ed. Campinas: Ed. UNICAMP, 2005. P.2
TODOROV, Tzvetan. Mikhail Bakhtine. Le Prince dialogique. Paris, Editions Du Seuil. 1981.p. 181 – 215;
TURINO, Célio. Ponto de Cultura: o Brasil de baixo para cima. São Paulo: Anita Garibaldi, 2009.

Outras fontes:
NOVO DICIONÁRIO AURÉLIO. 2ª edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986.
LEI 12.268/2006 Disponível em Secretaria de Estado da Cultura. São Paulo. 2006. <http://www.cultura.sp.gov.br/StaticFiles/SEC/proac/LEGISLACAO%20marco%2010.pdf > acesso em 10 de agosto 2010
LEI SARNEY - LEI No 7.505, DE 2 DE JULHO DE 1986. Brasília. 1986. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L7505.htm > acesso em 28 de agosto de 2010.
MACHADO NETO, Manoel M. Marketing e Cultura: comunhão de bens. São Paulo. 2004. Disponível em: <http://www.marketing-e-cultura.com.br/website/pratica/prat001-b.php?cod_artigo=17> acesso em 28 de agosto 2010.
Relatório anual MINC IBGE 2003– SELEÇÕES PUBLICAS DO SISTEMA. Brasília.  2008. Disponível em: <http://www.cultura.gov.br/site/wp-content/uploads/2010/08/relatorio-anual-editais-2008.pdf> acesso em 12 de setembro 2010.
Relatório anual MINC IBGE 2005 – SELEÇÕES PÚBLICAS DO SISTEMA. Brasília.  2008. Disponível em: < http://www.cultura.gov.br/site/wp-content/uploads/2008/04/indic_culturais2005.pdf > acesso em 12 de setembro 2010.
RIBEIRO, Felipe. Estudo sobre a indústria cinematográfica brasileira. 2007. Site Ministério da Cultura. Disponível em: < http://www.cultura.gov.br/site/wp-content/uploads/2007/11/cinema-site.pdf > acesso em 12 de setembro 2010.
RODRIGUES, Leonardo. Estado de São Paulo não tem lei de incentivo cultural. IN: Cultura e Mercado. São Paulo. 2002. Disponível em: <http://www.culturaemercado.com.br/noticias/estado-de-sao-paulo-nao-tem-lei-de-incentivo-cultural/> acesso em 28 de agosto de 2010.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Festival Expresso Jazz São Paulo 2011



Festival Expresso Jazz São Paulo
Nos dias 9 e 10 de Julho de 2011, acontece o Festival Expresso Jazz São Paulo. Em sua segunda edição, o Festival apresenta oito bandas de Jazz da cidade de São Paulo, entre elas, dois nomes importantes na história musical da cidade, Bocato e Arismar do Espírito Santo, e, dividindo o palco com eles, mais seis bandas da nova geração do jazz instrumental paulista: Hot Café Club; São Paulo Ska Jazz; Marcos Paiva Trio; Otis 5; Saunoflex, Popó Moreira e 3 de Paus.
O projeto conta com o patrocínio da Diageo, líder mundial na produção de bebidas alcoolicas premium, e Buchanan’s, marca de whisky deluxe da companhia. A Diageo traz para o Festival o Glass is Good TM , um programa de reciclagem de vidro, que dará a destinação ambientalmente correta a todas as garrafas de bebidas consumidas no evento.
    Além dos 8 shows, o festival também realizará duas palestras, uma sobre a História do Jazz Paulistano – Sons da Cidade, ministrada por Arismar do Espírito Santo e outra sobre a História do Jazz Mundial- de 1917 aos dias atuais, ministrada por Marcos Leite.  Teremos também uma Oficina de Rítmica Percussiva, desenvolvida por Guilherme Calzavara e Ito Alves e uma Feira de Vinil completando as atividades do Fim de Semana mais jazzístico na cidade de São Paulo em 2011.
    O Festival tem como objetivo, segmentar a história evolutiva do jazz dentro da cidade de São Paulo, apresentando novos talentos e suas manifestações mais atuais e vanguardistas do estilo musical, junto a artistas mais tradicionais, visando consolidar mais uma fase nessa evolução. Essa união busca a formação de público para os novos artistas bem como a fusão de gerações e estilos do Jazz num só festival. Além de incentivar e informar a nova geração de consumidores dessa cultura que está a cada ano mais criativa, o festival pretende resgatar a veia musical original da metrópole, buscar a valorização das produções musicais paulistas e proporcionar aos novos artistas a oportunidade de se apresentar para um grande público.
    O começo desse século foi marcado por inúmeras aparições de novas bandas e novos espaços para apresentações na cidade e isso revela um momento digno de ser registrado, o Expresso Jazz São Paulo conduz o público a um passeio panorâmico por essa história! 
A primeira edição do projeto aconteceu em novembro de 2010 no Espaço Valentina em São Paulo e apresentou 6 bandas: Mama Gumbo, Marcelo Monteiro Trio, Martinez, Saunoflex, Otis Trio, Pé na Cozinha.
Em parceria com a Associação Cultural Casa das Caldeiras e Complexo Cultural Funarte SP e apoio da Secretaria do Estado da Cultura - Programa de Ação Cultural o festival terá entrada franca e censura livre.
Serviço:
Festival Expresso Jazz São Paulo
9 de julho de 2011
 Local: FUNARTE – Fundação Nacional de Artes
Endereço: Al. Nothmann, Nº 1058 - Campos Elíseos - São Paulo
Palestras e Shows – 14h30 as 20h30
Retirada de ingressos para shows a partir das 18hs
Censura Livre
Grátis

10 de julho de 2011
Local: Casa das Caldeiras
Endereço: Av. Francisco Matarazzo 2.000 – Água Branca – São Paulo
Show, oficina e Feira de Vinil. – 14h as 21h
Censura Livre
Entrada Franca






segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Inscrições abertas para o Festival PiB 2011

O PIB – Produto Instrumental Bruto é um festival de bandas instrumentais, que visa promover a cultura da música instrumental contemporânea e inovadora em toda a sua diversidade de estilos musicais. Em 2011, o projeto entra em sua quarta edição e deve acontecer no mês de setembro, num formato parecido com as anteriores, em cinco dias de festival na cidade de São Paulo, com shows, oficinas, debate, feira cultural entre outras atividades.  
As inscrições para bandas interessadas em participar da edição 2011 do festival começam no dia 10 fevereiro e vão até o final de abril. Serão selecionadas 12 bandas instrumentais que concorrerão ao premio de melhor show de cada noite temática.  E estas dividirão o palco dos dias de festival com as 4 bandas madrinhas vencedoras dos prêmios de melhor show em 2010. Além dessas 12 bandas outras 4 serão convidadas a participar dos shows no ultimo dia de projeto na Casa das Caldeiras, num evento não competitivo.
Para maiores informações sobre as inscrições de BANDAS INSTRUMENTAIS para a edição 2011, os interessados devem acessar o site do projeto. http://www.festivalpib.com.br/ a partir do dia 10 de fevereiro.
O Projeto PiB
O Festival PIB - PRODUTO INSTRUMENTAL BRUTO – desde sua primeira edição em 2007, trouxe um novo olhar para a música instrumental, fazendo um contraste entre o primitivo e o moderno, o bruto e o lapidado, a natureza e a cultura. O PIB tem como objetivo a divulgação de alguns dos muitos projetos interessantes que vem sendo produzidos na atual música instrumental brasileira, considerando principalmente a diversidade de estilos musicais e o conceito artístico de vanguarda que se esconde em cada uma das bandas da nova cena.
As edições 2009 e 2010 foram um grande sucesso de público e mídia operando para que a cena instrumental pudesse ser observada mais de perto não só por iniciados e formadores de opinião, mas também pelo grande público. Um especial produzido pela MTV para as duas edições traduziram bem essa nova onda crescente. http://mtv.uol.com.br/showmtv/videos/pib-probuto-instrumental-bruto  
O formato da edição 2011, que acontecerá em setembro, mantém o conceito inicial do projeto de lapidação musical e desconstrução de estilos canonizados, através de texturas e experimentações sonoras, unidos a valorização da natureza. Para isso, nos cinco dias de show representamos os elementos da natureza: Terra, Água, Ar, Fogo, mostrando mais uma vez que o projeto segue o conceito de lapidação e evolução construtiva. Isto nasceu de uma necessidade de não classificar os dias de show do festival por estilo musical, já que algumas bandas misturam diversos estilos numa só música. A cada noite de show serão apresentadas três bandas selecionadas + uma banda madrinha. Aliado a esta estética dos elementos, temos a projeção de imagens de VJs apresentando imagens relacionadas natureza de cada elemento, buscando assim a reflexão do público, desafiado a pensar a música instrumental também como trilha sonora do mundo em que vivemos. Imagens da natureza bela e outras da natureza devastada, levam o público a ter uma experiência sustentável ao mesmo tempo em que assistem aos shows.
As 12 bandas selecionadas para a edição 2011 serão divididas em 3 bandas por noite, nas quatro noites de shows, de acordo com o elemento da natureza apontado pela curadoria do projeto que mais tiver sinergia com seu som. A cada noite dois jurados convidados e mais um voto minerva do público, escolherão o melhor show da noite. Cada uma das 4 bandas vencedoras receberá um troféu personalizado, feito de material reciclado,  mais um prêmio de incentivo em equipamentos e já estarão automaticamente selecionadas para a edição do PiB 2011 como banda madrinha de seu respectivo elemento da natureza.  
Além dos shows o projeto oferece em todas as edições oficinas, feira cultural, debate e a partir de 2010 também uma exposição.
A primeira edição do projeto aconteceu no SESC POMPÉIA, em São Paulo, em 2007 onde tivemos shows com as 12 bandas: Pata de Elefante (RS), Cosmorama (SP), Lenore (GO), Mama Gumbo (SP), Dead Rocks (São Carlos – SP), Búfalos D’Água (Londrina – PR), Gasolines (São Paulo – SP), Maremotos (Curitiba – PR), Fóssil (Fortaleza – CE), Mamma Cadela (SP), Labirinto (SP) e Músicas Intermináveis para Viagem (Porto Alegre – RS) e ainda 2 oficinas interativas, debate e feira cultural.

Na segunda edição em 2009, tivemos 16 bandas de diversos estilos musicais e regiões do país, cada uma delas com sua influência regional e sotaque musical.  Bandas de 2009:  Aerotrio (Campina Grande - PB), Chimpanzé Clube Trio (SP), Tigre Dente de Sabre (SP), Elma (SP), Fantasmagore (RJ), Grooverdose (SP), Macaco Bong (Cuiabá - MT), Malditas Ovelhas (São Carlos - SP) Retrofoguetes (Salvador - BA), Reverba Trio (Porto Alegre - RS), SaunoFlex (SP) e The Violentures (Campinas - SP).  E as madrinhas:  Mama Gumbo, Gasolines e Labirinto (SP) Intravenal Groove S/A de Campinas (SP). Além dos shows, desta vez no Clube Belfiore (CB Bar), tivemos 4 oficinas, debate e feira cultural na Casa das Caldeiras.
Na terceira edição em 2010, tivemos 20 bandas, também mostrando a total diversidade do festival: Bandas 2010: Aeromoças e Tenistas Russas (SP), Mamma Cadela (SP), O Garfo (CE), Tigre Dente de Sabre (SP), HellFishes (PR), Kozmic Gorillas (PR), Mullet Monster Orquestra (SP), Retrofoguetes (BA), Bufalo (SP), Epcos (PE), Huey (SP), Fantasmagore (RJ), Discotiki (SP), Martinez (SP), 3 Cruzeiros (SP), Saunoflex (SP), Astronauta Pinguim (RS), Groove Groove (SP), Pé na Cozinha (SP), Wash! (SP). Além dos shows tivemos 6 oficinas, debate, feira cultural e exposição de fotos.
Para a edição 2011 o projeto procura um novo espaço para a realização das 4 noites de shows, já que o Clube Belfiore, onde realizou suas duas ultimas edições fechou suas portas em janeiro deste ano. O último dia do projeto  com as demais atividades, acontecerá na Casa das Caldeiras.
Em 2009 /2010 o projeto transformou-se também em programa de rádio, durante 4 meses o programa Produto Instrumental Bruto foi veiculado na radio Costa Sul FM litoral norte de SP. Hoje os programas podem continuar sendo ouvidos via podcast no site do projeto. http://www.festivalpib.com.br/

Maiores informações:
Banda Huey - Foto Ariel Martini

domingo, 12 de dezembro de 2010

A procura de bandas...

Se vc tem uma banda mande seu material pra gente!

Entre em contato para instruções de envio de material!

As inscrições do festival PiB só começam em janeiro, mas já começaremos a receber materiais!
Um projeto novo,  não só instrumental,  também vai rolar em 2011!

Bandas instrumentais: festivalpib@gmail.com

Outras bandas: erativacultural@gmail.com